"Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras" Clarice Lispector

sábado, 12 de junho de 2010

Carrie

Carrie, publicado em língua portuguesa como Carrie, a estranha, foi o primeiro romance do escritor americano Stephen King, em 1974. Nos anos de 1976 e 2002 foram lançados filmes baseados no livro.


Há alguns dias atrás, mais precisamente há um pouco mais de uma semana, no dia 01/06, o sbt exibiu o filme "Carrie, a estranha", versão de 2002, que retrata a história de Carrie White, uma jovem que sofre humilhações e ataques constantes dos seus colegas pelo motivo de não estar dentro dos padrões de "normalidade". Carrie vive em quase total isolamento com sua mãe, uma religiosa fanática, que considera tudo pecado. No colégio, a menina não possui amigos e é ridicularizada frequentemente pelos seus colegas. Sue Snell, uma das garotas que sempre zombou de Carrie, se arrepende e, para tentar reparar o mal que fez, pede ao seu namorado que convide Carrie para ir a um baile do colégio. No entanto, Chris Hargenson, uma aluna que foi proíbida de ir à festa, prepara uma armadilha para humilhar a Carrie em público. O que ninguém imagina é que a vítima possui poderes paranormais e uma capacidade incrível de vingança quando se vê repleta de ódio.


Muitas pessoas já assistiram este filme, mas é importante observar que o que a Carrie sofria se chama bullying.




O termo “Bullying” compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais indivíduos contra outro(s), causando dôr e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre elementos da mesma comunidade(colegas) e o desequilibro de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos, provocando sofrimento na vítima da “brincadeira”, esta pode entrar em depressão.

Príncipais tipos de Bullying
Físico (bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar, agredir)
Verbal (apelidos, gozar, insultar)
Moral (difamar, caluniar, discriminar, tiranizar)
Sexual (abusar, assediar, insinuar, violar sexualmente)
Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, aterrorizar, excluir, humilhar)
Material (roubar, destruir pertences materiais e pessoais)
Virtual (insultar, discriminar, difamar, humilhar, ofender por meio da Internet e telemóveis)


Muitas pessoas consideram o bullying uma "brincadeira inocente", mas, na verdade, se trata de um problema muito sério que abala as estruturas psicológicas de quem sofre. Ainda mais na infância e na adolescência, época em que podem surgir transtornos de personalidade, que se acentuam na fase adulta. Na maioria das vezes, as vítimas ficam traumatizadas e nunca se recuperam totalmente...

Muitas vezes, como é retratado no livro, a vítima é considerada "estranha" por não estar dentro dos padrões aceitos pela sociedade. Carrie era filha de uma fanática religiosa que não permitia que ela fizesse muitas das coisas que a maioria das meninas da sua idade faziam. Por isso, Carrie tinha um comportamento diferente das suas colegas, que a isolavam e humilhavam constantemente.

O fato "curioso" é que as pessoas, em geral, falam muito de igualdade e justiça, mas são incapazes de aceitarem, ou pelo menos respeitarem, o que foge dos seus padrões.

Well, aqui fica está questão para refletirmos. É isso.

5 comentários:

Victor Hajam disse...

Esse filme é ótimo, no colégio tivemos q fazer um trabalho sobre o mesmo tema (incluindo o filme)! Seria bom se todos parassem e pensassem um pouco a esse respeito!
Beijo!

Anônimo disse...

Sabe que eu sempre começo assistir esse filme e durmo no fime! ¬¬
Bom fds pra vc tb Ka!

Beijos

Éverton Vidal Azevedo disse...

Nunca gostei do filme rs, nao sei, mas acho que gostaria do livro, nao sei haha.
Gostei do seu blog também.
Sobre o bullying, sim é algo sobre o qual todos nós devemos pensar e tomar cuidado, principalmente os mais metidos a gozador. Essa coisa de apelidos nas escolas, com respeito a deficiências e dificuldades individuais quase sempre termina com alguém influenciando negativamente a vida de outro e por toda a vida.

Daniela Araujo disse...

Ká, otimo post!
As escolas deveriam abordar mais esse tema e discutir isso tanto com os alunos quanto com os pais... E não só escolas mas todo o lugar que é passível de acontecer isso.
Nós já vimos acontecer tantos casos de bulling quando estudavamos e quem podia resolver era indiferente...
Beijos

Cris Medeiros disse...

Bom que muita coisa que não tinha nome antes, agora tem. Eu sofri isso na minha época de colégio e tive que virar sozinha. Porque nem meus pais queriam saber de nada...

Obrigada pela visita!

Beijocas